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Saúde

Alerta Noturno: sensações incomuns durante o sono podem indicar sinais de câncer renal

Suor noturno forte, calafrios e cansaço sem explicação podem passar batido no dia a dia — mas, quando acontecem com frequência, merecem atenção.

Esses sinais, somados a outros sintomas, podem estar relacionados ao câncer de rim (câncer renal).

Aqui vai um guia direto, em linguagem popular, para você entender o que observar, quando procurar ajuda e como se prevenir.

Sinais que podem acender o alerta

O câncer renal costuma ser silencioso nos estágios iniciais. Por isso, qualquer pista conta. Veja o que pode chamar a atenção:

  • Suores noturnos recorrentes (acordar encharcado) — às vezes acompanhados de febre.
  • Dor nas costas ou na lateral do abdômen (um lado só é comum), que não melhora facilmente.
  • Sangue na urina (hematúria), mesmo que seja pouquinho ou apareça de vez em quando.
  • Inchaço no abdômen ou nas pernas e sensação de “peso” na região lombar.
  • Perda de peso e de apetite sem esforço, junto de cansaço extremo.
  • Pressão alta persistente e febre sem causa aparente.
  • Caroço/massa palpável perto do rim (nem sempre dá para sentir).

Importante: esses sinais também podem acontecer por outros motivos. O valor está no conjunto e na persistência.

Viu que algo não está normal por dias seguidos? Investigue.

Por que isso pode acontecer?

O câncer de rim mais comum é o carcinoma de células renais. Em muitos casos, ele é descoberto por acaso em exames de imagem feitos por outro motivo.

Quando dá sintomas, costuma envolver o trato urinário e a região lombar, além de sinais gerais como febre, perda de peso e fadiga.

Quem tem mais risco?

  • Tabagismo atual ou passado.
  • Obesidade e sedentarismo.
  • Hipertensão (pressão alta) sem bom controle.
  • Exposição ocupacional a substâncias químicas (ex.: cádmio, amianto, certos solventes).
  • Doença renal crônica e hemodiálise prolongada.
  • História familiar de câncer renal ou síndromes genéticas raras.

O que fazer se eu tiver esses sinais?

  1. Anote os sintomas (quando começaram, com que frequência, se pioram à noite, se há febre).
  2. Procure um clínico ou urologista. Descreva o conjunto de sinais e leve seus registros.
  3. O médico pode solicitar exames de urina e imagem (ultrassom, tomografia ou ressonância) para investigar.
  4. Se houver confirmação, hoje existem opções de tratamento que vão de cirurgia à imunoterapia, dependendo do estágio.

Dá para prevenir?

Não dá para zerar o risco, mas dá para reduzir bastante com hábitos que protegem seus rins e sua saúde geral:

  • Parar de fumar (ou nem começar).
  • Controlar a pressão, o peso e a glicose.
  • Mexer o corpo com regularidade e manter alimentação balanceada.
  • Hidratar-se ao longo do dia (salvo restrições médicas).
  • Usar EPI e seguir normas de segurança se trabalha com químicos.
  • Fazer check-ups conforme orientação do seu médico, principalmente se tiver fatores de risco.
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