O que é o antropocentrismo

 

Surgindo na época do Renascimento, o antropocentrismo (Homem no centro) nasceu em oposição à ideia do teocentrismo (Deus no centro). Essa corrente filosófica defendia que no centro do Universo está o Homem, que tudo o que existe tinha o único propósito de satisfazer o ser humano. Assim sendo o Homem é visto como sendo capaz de tomar as suas próprias decisões (cultural, social, histórica) através da razão e da sua vontade e não, pela vontade de Deus ou supostos oráculos. Passamos a assistir a uma nova corrente de pensamento e de comportamento do ser humano. Neste artigo do umComo ensinamos o que é o antropocentrismo.

Questionando a realidade, culto do individualismo e otimismo

Ao contrário dos tempos medievais e do teocentrismo em que o Homem considerava que tudo tinha justificação por ser a vontade de Deus, na altura do Renascimento e do antropocentrismo o pensamento filosófico conheceu um enorme crescimento. Isto porque se o Homem está no centro do cosmos então a realidade em si é alterada. Passamos a ter de percepcionar o mundo através da vontade do ser humano e não na de Deus, através das criações do Homem. A razão humana passa a andar de mãos dadas com a ciência. Os filósofos dessa altura questionavam-se sobre todas as matérias, problematizando a realidade humana para obtenção de soluções, através de experimentos empíricos. Quanto mais descobriam mais otimistas ficavam sobre a existência do ser humano no planeta Terra. Quanto mais se questionavam mais respostas obtinham sobre o cosmos e a natureza. Passou-se de um feudalismo, em que o senhor da terra comandava os destinos de quem a habitava, para um capitalismo mercantil.

O que é o antropocentrismo

Crescimento das ciências e humanidades

Este período do Renascimento e o antropocentrismo fizeram crescer as ciências devido ao culto da razão e do questionamento da realidade. Além disso também as humanidades beneficiaram, passou a incluir-se como matéria acadêmica as disciplinas de filosofia, literatura, línguas, artes. Passou então a existir uma relação simbiótica entre o Renascimento e o antropocentrismo, uma fazia a outra crescer e vice-versa. Os filósofos passaram então a preocupar-se principalmente com três temas: a sociedade, a natureza e o homem.

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Deus não foi esquecido

Uma coisa que poderíamos pensar dessa corrente de pensamento é que Deus iria ser excluído, e a fé se perderia. Muito pelo contrário. Deus não foi esquecido e muitas das melhores e mais famosas obras foram feitas sobre a influência religiosa. Casos de Miguel Ângelo e Botticelli com suas obras invocando passagens da Bíblia e figuras bíblicas. E outros cientistas que foram perseguidos pelos seus descobrimentos mas que eram crentes em Deus, como Galileu e Copérnico. A verdade é que a maior parte dos cientistas e artistas da época do Renascimento não desprezava Deus, nem tão pouco o desacreditava. Simplesmente questionava a doutrina medieval em que o ser humano mesmo sendo um ser racional continuava limitando as suas ações e as suas vontades por causa de textos antigos e supostas imposições divinas. Deus passou a ter um papel menos importante e divino, e o ser humano passou a ser considerado a sua melhor obra.

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